Ricardo Carrilho, da Celtejo, fábrica de produção de celulose de Vila Velha de Ródão, perdeu oito quilos em três meses, reduziu o colesterol total em 10% e diminuiu os níveis de pressão arterial também de forma significativa. Foi por isso eleito “colaborador mais saudável” num prémio lançado este ano pela consultora multinacional QuintilesIMS e que visou seleccionar as empresas com melhores níveis de saúde em Portugal. Acabou por ser uma primeira edição limitada, porque o programa “Empresas mais saudáveis” apenas teve oito candidaturas. Em primeiro lugar ficou o Grupo Holon, rede nacional de 370 farmácias que partilham a mesma marca, enquanto a Philips conseguiu o segundo lugar e a sociedade de advogados SRS Legal, de Lisboa,o terceiro.

A selecção, que foi esta terça-feira divulgada, baseou-se na avaliação dos níveis de saúde “cardiovascular e psicossocial” dos colaboradores das oito empresas, avaliação essa que foi efectuada ao longo de três meses por uma equipa especializada. Nesta primeira edição participaram também a McDonald’s, a Groundforce e a Procalçado, que não foram seleccionadas mas apresentaram “excelentes resultados de evolução de saúde ao longo do programa”, sublinhou o coordenador do programa, André Castro.

A metodologia utilizada permitiu o cruzamento de informação: foram feitos inquéritos às empresa e ao colaboradores para perceber se a percepção da companhia estava alinhada com a dos trabalhadores. Mas a selecção foi efectuada a partir da ponderação dos valores de saúde cardiovascular (pressão arterial, colesterol total, glicemia, peso, índice de massa corporal e frequência cardíaca) e psicossocial (avaliados 20 sintomas, como a ansiedade, tensão, stress, fadiga emocional, níveis de concentração, entre outros) dos trabalhadores.

O prémio Liderança foi atribuído à empresa Expanscience, laboratório francês de produtos de dermocosmética, que somou a pontuação mais elevada no inquérito sobre liderança e ambiente laboral preenchido pelos seus colaboradores, enquanto o prémio Dedicação foi para a Celtejo, por ter sido esta empresa a apresentar a “maior evolução” nos indicadores de saúde dos seus trabalhadores.

No total, considerando o universo dos cerca de 400 colaboradores acompanhados nas oito empresas, “perderam-se cerca de 450 quilos”, enfatizou André Castro. Antes deste programa, frisou ainda o coordenador do projecto, os colaboradores apresentavam, em média, “um grau considerável de risco cardiovascular”, principalmente devido a valores elevados de pressão arterial e índices de massa corporal superiores a 26 Kg/m2.

O acompanhamento dos colaboradores das empresas foi efectuado por uma equipa clínica multidisciplinar e monitorizado através de uma plataforma digital de saúde. O programa promoveu também “a consciencialização das chefias e recursos humanos para a saúde e bem-estar dos colaboradores como uma prioridade”, destacou André Castro.

As inscrições para a próxima edição arrancaram esta terça-feira.